Testes internos do split payment começam em 2026; implementação será gradual até após janeiro de 2027
A Receita Federal confirmou que os testes internos do split payment começam ainda em 2026. No entanto, o novo sistema de arrecadação da Reforma Tributária não estará totalmente disponível em janeiro de 2027. A implementação ocorrerá de forma gradual, exigindo que empresas e escritórios contábeis iniciem desde já a adaptação de seus processos fiscais e financeiros.
O cronograma divulgado pela Receita Federal prevê uma implantação progressiva do split payment, considerado um dos mecanismos mais relevantes da Reforma Tributária. A ferramenta automatizará o recolhimento do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) diretamente no momento do pagamento das operações.
Embora o início oficial do novo modelo tributário esteja previsto para janeiro de 2027, o órgão informou que o sistema completo ainda estará em desenvolvimento. Por isso, os testes internos realizados em 2026 servirão para validar a tecnologia antes da disponibilização aos contribuintes e às instituições financeiras.

O que é o split payment?
O split payment, também conhecido como pagamento dividido, é um mecanismo criado pela Reforma Tributária para separar automaticamente o valor correspondente aos tributos durante a liquidação financeira de uma operação.
Na prática, quando uma empresa receber um pagamento, o sistema direcionará automaticamente a parcela referente ao IBS e à CBS aos cofres públicos. Enquanto isso, o valor restante seguirá normalmente para o fornecedor.
Além de simplificar a arrecadação, o novo modelo busca reduzir a inadimplência, combater fraudes fiscais e oferecer mais segurança no aproveitamento de créditos tributários pelas empresas.
Testes internos começam em 2026
Segundo a Receita Federal, os primeiros testes ocorrerão internamente ainda em 2026. Nessa fase, o objetivo será verificar o funcionamento da infraestrutura tecnológica, identificar eventuais ajustes e validar os processos necessários para a operação do sistema.
Além disso, os testes permitirão aperfeiçoar a integração entre os diversos participantes envolvidos na arrecadação, diminuindo riscos antes da implantação em larga escala.
Implementação será gradual
Apesar da previsão de início da CBS em janeiro de 2027, a Receita esclareceu que o split payment não estará totalmente operacional nessa data.
Por esse motivo, a implantação ocorrerá por etapas. Dessa forma, novas funcionalidades serão incorporadas gradualmente ao longo do período de transição da Reforma Tributária.
Consequentemente, empresas, instituições financeiras, desenvolvedores de software e administrações tributárias terão mais tempo para adaptar seus sistemas e processos ao novo modelo.
Integração com bancos e meios de pagamento será um dos maiores desafios
Outro ponto importante envolve a integração tecnológica entre a Receita Federal, bancos, instituições financeiras e empresas responsáveis pelos meios eletrônicos de pagamento.
O sistema precisará processar automaticamente operações realizadas por diferentes modalidades, como:
- Pix;
- cartões de crédito e débito;
- boletos bancários;
- outras formas eletrônicas de pagamento.
Além disso, toda essa divisão dos valores deverá ocorrer em tempo real, mantendo segurança, rastreabilidade e eficiência na arrecadação dos tributos.
Benefícios esperados para empresas
O split payment também pretende facilitar o aproveitamento dos créditos tributários relacionados ao IBS e à CBS.
No modelo atual, muitas empresas dependem do efetivo recolhimento do imposto pelo fornecedor para utilizar determinados créditos fiscais. Com o pagamento dividido, essa etapa tende a se tornar mais segura, reduzindo incertezas e aumentando a confiabilidade das informações tributárias.
Além disso, o novo sistema pode diminuir inconsistências fiscais e simplificar diversos procedimentos operacionais.
Empresas devem iniciar a preparação
Embora a ferramenta completa só seja disponibilizada gradualmente, especialistas recomendam que as empresas iniciem desde já a preparação para a nova realidade tributária.
Entre as principais medidas estão:
- revisar processos financeiros e fiscais;
- atualizar sistemas de gestão (ERP);
- acompanhar os atos da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS;
- avaliar impactos no fluxo de caixa;
- preparar equipes para os novos procedimentos operacionais.
Quanto mais cedo ocorrer essa adaptação, menores tendem a ser os riscos durante a transição para o novo modelo de arrecadação.
Na Ledware, acompanhamos continuamente as atualizações da Reforma Tributária para ajudar empresas e escritórios contábeis a manterem seus sistemas preparados para as novas exigências fiscais, reduzindo riscos e garantindo mais segurança operacional
Receita Federal: https://www.gov.br/receitafedera Comitê Gestor do IBS: https://www.gov.br/fazenda
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