Conferência de guias: o que revisar antes de enviar ao cliente

Guia errada gera dois problemas ao mesmo tempo: prejuízo para o cliente e desgaste para o escritório. Em primeiro lugar, o valor pago a menor volta como multa. Além disso, o valor pago a maior vira pedido de restituição demorado. Por isso, a conferência de guias antes do envio custa pouco e evita muito.

Analista fiscal fazendo a conferência de guias no computador

A conferência de guias começa pela base

Antes do valor, confira o que gerou o valor. Em primeiro lugar, verifique se todo o faturamento do período entrou na apuração. Além disso, confirme se as devoluções e os cancelamentos foram considerados. Por exemplo, nota cancelada que permanece na base infla o imposto do mês inteiro. Em seguida, compare o faturamento apurado com o relatório do próprio cliente. Dessa forma, a divergência aparece antes de virar guia.

Confira código, competência e vencimento

Erro de preenchimento é mais comum que erro de cálculo. Código de receita trocado manda o pagamento para o lugar errado. Por outro lado, competência incorreta cria débito em aberto num mês e crédito em outro. Assim, a regularização consome mais tempo do que a conferência teria consumido. Vale lembrar que feriado municipal muda vencimento. Portanto, confirme a data para a cidade de cada cliente.

Cheque as retenções

Retenção esquecida aparece depois, e sempre em momento ruim. Por exemplo, serviço tomado com retenção de ISS ou de INSS precisa constar na apuração. Em seguida, confira se o valor retido bate com o informado nas obrigações acessórias. Esse cruzamento segue a mesma lógica da conferência de folha.

Faça a conferência de guias contra o mês anterior

Comparar é o jeito mais rápido de achar erro. Em primeiro lugar, coloque o valor do mês ao lado do valor do mês anterior. Além disso, questione qualquer variação relevante que não tenha explicação óbvia. Por exemplo, imposto que cai pela metade sem queda de faturamento indica problema na apuração. Em seguida, registre a justificativa quando a variação for legítima. Dessa forma, o histórico responde à pergunta antes que o cliente pergunte.

Registre o envio e o aceite

Guia enviada sem registro vira discussão futura. Por isso, use um canal único e guarde a data de envio. Além disso, peça confirmação de recebimento quando o valor for alto. Por exemplo, cliente que alega não ter recebido costuma mudar de posição diante do comprovante. Em seguida, acompanhe se o pagamento foi feito dentro do prazo. Esse controle conversa direto com a gestão de prazos do escritório.

Transforme o erro em ajuste de processo

Errar uma vez é operação, errar sempre é processo. Portanto, quando a guia sair errada, registre a causa. Além disso, verifique se a origem está no cadastro, na entrada de documentos ou na apuração. Por exemplo, item classificado de forma equivocada erra todo mês até alguém corrigir. Em seguida, ajuste a etapa responsável, e não apenas a guia daquele mês.

Conferir antes de enviar é a forma mais barata de proteger a relação com o cliente. Na Ledware, o LedContábil apura, gera e organiza as guias no mesmo ambiente, o que facilita esse cruzamento. Por fim, confirme códigos e prazos direto no portal da Receita Federal.


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